Agora são 23:35. Significa que tenho apenas 25 minutos para escrever este texto. Vinte e cinco minutos antes da meia-noite.
Sim, porque hoje é sexta 13. Eu poderia muito bem escrever algum conto de terror ou falar de assombrações, zumbis. Poderia falar do Jason, de Jogos Mortais ou do Albergue.
23:37. Digitando muito devagar.
Sim, porque se for falar de assombrações e cia., esses 22 minutos não serão suficientes.
Antigamente, em dias de Sexta-feira treze, pessoas evitavam todo tipo de situação que pudesse resultar em merda.
23:40. Hoje em dia, eu diria que a coisa mudou.
Agora vai fluir.
Tenho muito mais medo de ver um homem encapuzado com uma faca no punho do que um gato preto em dias de sexta-feira treza.
Tenho muito mais medo de passar no vestibular e receber o trote do que passar sob uma escada e receber sete anos de azar numa sexta-feira treze.
Tenho muito mais medo de encontrar neonazistas do que encontrar o V de Vingança numa sexta-feira treze.
Tenho muito mais medo de ir a um salão de beleza antes de jogar futebol do que entrar num avião da Oceanic numa sexta-feira treze.
Tenho muito mais medo de entrar pro Big Bróder do que entrar numa casa mal-assombrada numa sexta-feira treze.
Tenho muito mais medo de deixar a janela aberta no Rio de Janeiro do que dar carona prum estranho numa sexta-feira treze.
Tenho muito mais medo de perder alguém por intoxicação alimentar do que morrer de intoxicação alimentar numa sexta-feira treze.
Tenho muito mais medo de clicar em algum Don’t Click do que quebrar um espelho numa sexta-feira treze.
Tenho muito mais medo de ser sequestrada, ser presa injustamente, ser baleada, ser roubada, ser torturada ou perder minha cachorra do que dizer “azar” cem vezes numa sexta-feira treze.
Aliás, eu tenho medo disso todos os dias. 23:55
Feliz sexta 13 para vocês!
















