Salve Professor Pasquale! E que a reforma ortográfica se exploda por favor!

Em dezembro-janeiro, passei duas semanas com la família em Ubatuba – SP. A viagem foi realmente formidável. Bem, nem tanto. Eu tinha meu computador, mas não tinha a internet. E tinha lan-house ao lado do hotel, mas nem sinal de sinal de rede.
Podem se perguntar o porquê de eu não ter ido para a lan house, e vos explico. Ficar no escuro junto à um monte de macho, num calor dos infernos não é algo tão feliz. Pois bem. Eu até cogitei pagar uma hora de créditos lá, mas não deu.
Daí que depois de acabar com uma Coquetel, uma Rolling Stone e vários folhetos de hotéis, restaurantes, pizzarias, praias, cidades, vasos sanitários, a putaquepariu e etc, eu fiquei completamente entediada e saí em busca de palavras cruzadas. Achei uma Recreativa Edição Especial, e a revista vinha com uma breve explicação sobre a reforma ortográfica.
After some words, eu achei o seguinte item:
“Não se usa mais o acento agudo u no tônico das formas (tu) arguis, (ele) arguis, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.”
WHAT THE HELL IS ARGUIR? Eu não sabia. Aliás, ainda não sei. Vou descobrir agora.
do Lat. * arguire ou aguere
v. tr.,
acusar;
incriminar;
censurar;
objectar;
impugnar;
v. int.,
argumentar.
That’s it.Realmente pensei em algo relacionado à argumento. Redarguir é replicar quem arguiu, é querer dar uma de bonzão e retorquir, replicar, reconvir, recalcitar.
Taí. Essa regra não vale pra mim. Posso contar quantas vezes já utilizei o verbo arguir: nenhuma. E prefiro muito mais argumentar. Meu sotaque de goiana deixa a palavra feiosa: aRguiR.
Sinceramente, é triste olhar para a estante de livros e ver que tudo ali se tornou velho, de repente.
Salve Professor Pasquale! E que a reforma ortográfica se exploda por favor!










