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A saga de João Augusto – Parte III

In Histórias on 27/01/2009 por lorenalara Etiquetado: , , , ,

João procurou sentar-se num lugar afastado dos estranhos jovens, mas não havia como: o ônibus encontrava-se lotado. Oh, que triste viagem seria.

Jota Augusto lembrou-se de quando era criança e de como sofria nos ônibus escolares. Ah, ele era um pobre coitado, menino encolhido, magrelo, feioso. Carregava o lanche que mamãe lhe preparava religiosamente todos os dias, e não raras foram as vezes que roubavam seu lanche.

João, fique assim não! Esses anos de escola já se foram. Esqueça-os! Afinal de contas, vais comprar seus discos! Já pensaste em quais discos comprar, João?

Mas é claro que sim. João era esperto, ora essa! Iria comprar os discos daqueles que apareciam na TV. Daquele Latino, daquele James Blunt. James Blunt aquele que João Augusto não conseguia acompanhar cantando. Iria comprar disco daquele Wando e também daqueles Carpenters – não importava quem eram, afinal estavam na TV!

De dentro do ônibus, o sobrinho de tia Neuda via os quarteirões passarem. Os jovens que com ele entraram no ônibus não pareciam tão nocivos assim. Estavam dando risadas e falando sobre coisas que Jota Augusto desconhecia.

Depois de vários quarteirões andandos, o ônibus parava e desciam o trabalhador, o João, os jovens estranhos, a vadia, a Celine Dion e a empregada doméstica.

A felicidade de João Aumentava a cada passo. Ele finalmente gastaria seus CENTO E CINQUENTA reais! J. Augusto andou desta vez somente um, dois e três quarteirões. Chegou à loja de discos feliz e contente, escolheu os discos que queria, lembrou-se de seus oito anos de idade e do dia em que comprou os pirulitos que gostava.

Na hora de pagar, João descobriu que ainda sobrariam VINTE REAIS, mas que felicidade! Gastaria aquele troco na compra de uma suéter para padrinho Celso Antônio. João enfiou a mão no bolso para catar a carteira e… Oh!

Cadê a carteira?

Os jovens estranhos haviam roubado João. E ele nem se dera conta. João era um grande LOSER.

FIM :D

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A Saga de João Augusto – Parte II

In Histórias on 22/01/2009 por lorenalara Etiquetado: , , ,

Mas como a chuva poderia atrapalhar nosso herói? Molhando sua roupa, simplesmente. Porém, aquela não era a hora para desistir. João se recordou dos seus 7 anos de idade e do dia em que voltou da escola debaixo de trovões. Era uma tempestade horrenda que o deixou doente. Mas ele sobrevivera e estava ali para andar um, dois, três, quatro e cinco quarteirões, pegar sua carteira e voltar.

Desta forma, João recomeçou a caminhada, e após o terceiro quarteirão andado, um carro passou. Um carro passou rápido. Um carro passou rápido e molhou João por inteiro.

Jota Augusto realmente cogitou não mais comprar os discos. Não naquele dia.

J.A., não faça isso. Não faça isso. Você esperou meses até juntar seus CENTO E CINQUENTA reais, não desista agora.

Então, João não desistiu. Andou mais dois quarteirões, chegou em casa, deu beijinho em mamãe, disse “Eu esqueci a carteira e me molhei. Vim pegar a carteira e me trocar”. João se trocou, mas as roupas que agora usava não eram tão graciosas como a camisa de tia Neuda, os sapatos de papai e o cinto de Natal. João agora vestia um moletom azul feioso e chinelos.

João saiu do quarto, deu beijinho em mamãe, disse “Estou voltando”. Mamãe perguntou “Tem a carteira contigo?”, e João percebeu que novamente esquecera o dinheiro. Voltou ao quarto e catou o que faltava.

A chuva havia parado de cair. Ainda bem, disse ele. Agusto caminhou um, dois, três, quatro e cinco quarteirões.

Mas que sorte, João! O ônibus já vem vindo! Olha lá!

Ele ficou feliz e contente, mas quando o ônibus passou direto, o sorriso se foi. Não muito tempo depois, o ônibus chegara. Porém, ao lado de Jota Augusto estavam sete jovens estranhos: duas meninas, três meninos e dois homossexuais. E eles entraram no ônibus junto com João.

Continua :D

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A saga de João Augusto

In Uncategorized on 19/01/2009 por lorenalara Etiquetado: , , ,

Então teve esse dia que João Augusto decidiu sair de casa para comprar uns discos. Depois de seis meses juntando grana, ele havia conseguido CENTO E CINQUENTA reais. Pensou Jota Augusto, então:

-Uau! Consegui juntar CENTO E CINQUENTA  reais, puxa vida! Bem, acho que mereço vestir-me elegantemente para ir à loja de discos, não?

Com certeza, João Augusto. João Augusto, por que você não veste aquela camisa que tia Neuda lhe deu? Aqueles sapatos de papai combinam muito bem com o cinto que ganhastes Natal passado!

J.A. se arrumou todo, se perfumou, penteou o cabelo, deu beijinho em mamãe, disse “Estou indo comprar discos com os CENTO E CINQUENTA reais que juntei durante os últimos seis meses, mamãe. Já volto.”

E saiu.

João desceu as escadas, caminhou por um, dois, três, quatro e cinco quarteirões até chegar ao ponto do ônibus. João esperou, esperou e esperou.

João, como não estás irritado? Já faz uma hora de espera! Mas como João poderia se irritar? Puxa, ele ia gastar os seus tão preciosos CENTO E CINQUENTA REAIS, ora essa!

Epa. Cadê o dinheiro?

Quando o ônibus chegou, João percebeu que esquecera a carteira em casa! Traquinas, Augusto disse. Terei que caminhar um, dois, três, quatro e cinco quarteirões novamente. Terei de subir as escadas, e… Oh!

Começara a chover.

Continua :D

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